1) Sindicato de ladrões (On the Waterfront – 1954)

Resumo: Terry
Malloy (Marlon Brando) é um ex-boxeador fracassado e está nas mãos da gangue de
Johnny Friendly (Lee J. Cobb). Ele participa de um assassinato e as coisas se
complicam quando ele se apaixona pela irmã da vítima, personagem de Eva Marie
Saint. Contando com a ajuda do padre Barry (Karl Malden) eles enfrentarão a
corrupção do sindicato.
Opinião: Para mim, um dos melhores filmes que
já assisti na minha vida. A interpretação do Marlon Brando é simplesmente
fantástica! O filme fala de traição, máfia, fracasso. Há cenas antológicas,
como no final, quando após apanhar muito, o personagem de Brandon se levanta e
deixa o cais para trás. A cena dos irmãos no táxi é também inesquecível. Todo o
ressentimento, toda a magoa e decepção entre aqueles dois irmãos pode ser
sentida. Impossível não se emocionar quando Brandon diz ao irmão que “poderia
ter sido alguém ao invés do vagabundo que é”. Neste momento o personagem
percebe todos os passos errados que deu e tenta consertá-los. Este tema da
delação dos companheiros é muito emblemático, pois o diretor, Elia Kazan fez o
mesmo. Para quem não sabe, Kazan era um membro do Partido Comunista nos Estados
Unidos da década de 50. Ele foi perseguido nesta caça às bruxas e acusou muitos
colegas de profissão e amigos, entre eles o dramaturgo Arthur Miller, casado
com Marylin Monroe. Isso o fez tão mal visto em Hollywood que numa cerimônia do
Oscar em que foi homenageado pela carreira, metade dos presentes o aplaudiram
de pé, enquanto o resto ficou de braços cruzados.
Resumo: Durante
a noite de entrega de um prêmio, vemos flashbacks sobre a vida de Eve Harrigton
(Anne Baxter), desde quando era secretária da famosa Margo Channing (Bette
Davis) até alcançar o estrelato.

Opinião: “A Malvada” é um filme grandioso,
magistral. Qualquer adjetivo utilizado para ele será pouco. Bette Davis tem,
mais uma vez, uma interpretação incrível e fabulosa. Mostrando os bastidores de
Hollywood, a decadência de uma atriz, a Margo Channing, de Bette Davis e o modo
sorrateiro com que sua secretária mostra as garras, conquista um papel
importante numa peça e encontra o sucesso. Há cenas memoráveis e um diálogo que
particularmente me chama a atenção. Lá estão Margo e Eve, dentro de um carro, e
Margo comenta com Eve sobre o quão difícil é ser uma estrela e ter um homem ao
lado sem que este se apaixone pela atriz, pela ilusão. Ela fala também sobre o
peso da idade e as escolhas que fazemos em nossa vida. É tudo muito triste e
melancólico e Bette Davis dá um show. Filme fantástico!!
3) Cantando na chuva (Singin’ in the rain – 1952)

Resumo: Don
Lockwood e Lina Lamont são dois astros do cinema mudo que, com a chegada do cinema
falado, devem fazer a transição para continuar a ter sucesso em suas carreiras.
Enquanto Don se sai muito bem nesta transição, Lina se aproveita o quanto pode
de Kathy Selden, uma jovem que sonha em ser atriz, mas tem que trabalhar como
escrava dublando a péssima voz de Lina. Quando Don se apaixona por Kathy,
decide fazer de tudo para que o talento da amada seja finalmente reconhecido.
Opinião: O
filme é uma graça. Há músicas ótimas e Gene Kelly dá um show. Um musical
imperdível!!
4) Quanto mais quente melhor (Some Like it Hot – 1959)

Resumo: O ano é 1929, os músicos
desempregados Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemon) testemunham,
acidentalmente, o Massacre do Dia de São Valetim. Com medo de serem
assassinados pela gangue, eles deixam Chicago e conseguem um trabalho: tocar na
banda feminina Sweet Sue, vestidos de mulher. Joe apaixona-se pela vocalista da
banda, Sugar Kane (Marilyn Monroe) e muitas confusões acontecem quando chegam a
Miami.
Opinião: É a
comédia perfeita! Tony Curtis e Jack Lemon estão perfeitos em seus papéis. O
filme beira a comédia pastelão, principalmente quando os dois estão vestidos de
mulher durante a viagem de trem. Marylin Monroe também está ótima como a
problemática Sugar Kane. E o final é simplesmente hilário!
5) Janela indiscreta (Rear window – 1954)
Resumo: Jeff quebrou a perna e está
impossibilitado de trabalhar. Para ocupar seu tempo livre, ele usa seu binóculo
para espionar seus vizinhos. Até que começa a suspeitar que seu vizinho
assassinou a esposa.
Opinião: O
melhor filme de Hitchcock. O constante e crescente clima de tensão, a beleza e
carisma de Grace Kelly, a interpretação segura de James Stewart, enfim, tudo no
filme é construído com calma e com bastante destreza. O resultado é um suspense
formidável.
Posted by Alê
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