Sabe quando um programa é tão ruim, mas tão ruim que fica
bom? Pois é, Scandal é totalmente assim.
Criada por Shonda Rhimes
(responsável também pela série média, Grey’s Anatomy) Scandal se concentra em
Olivia Pope (interpretada por Kerry Washington). Ela tem um escritório em
Washington, D.C. e se define como uma gerenciadora de crises, ou seja, ela faz
problemas (de proeminentes políticos e poderosos da capital americana) sumirem.
Para isso, ela conta com um time de “gladiadores de terno” (sim, definição
usada pelos próprios personagens – para vocês sacarem o quanto a Shona Rhimes
tira um barato da nossa cara!). Essas pessoas são funcionários de Olivia,
extremamente leais a ela e responsáveis por ações heterodoxas e ilegais, na
maioria das vezes. Olivia tem direta ligação com a Casa Branca. Trabalhou na
campanha para a eleição do presidente americano, Fitz (interpretado por Tony
Goldwyn. Sim, leitores, ele é o cara que mata o Patrick Swayze em “Ghost”!) e
teve um tórrido caso amoroso com ele.

Ao longo da curta
primeira temporada (somente sete episódios foram produzidos) e dos vinte e dois
episódios que compõem a segunda temporada, vemos o desenrolar dessa história
entre Olivia e Fitz, várias conspirações e tramoias, muitas reviravoltas e
somos apresentados aos demais personagens, entre eles, Mellie (a esposa de
Fitz) e Cyrus Beene, o chefe de gabinete do presidente. Aqui faço uma pequena
observação: numa série cujas interpretações pecam pelo excesso (É totalmente
insuportável aguentar as caras e bocas de Kerry, ou a falta de expressão de
todos os atores da equipe de Olivia ou a canastrice de Tony Goldwyn ) é
gratificante ver o desempenho de um ator como Jeff Perry que faz de seu personagem,
Cyrus Beene, a melhor coisa da série,
com seus ataques de raiva e estresse e suas frases hilárias.
O ritmo da série é
alucinante, há reviravoltas em todos os episódios então se você piscar, você
definitivamente vai perder alguma coisa. Durante a primeira temporada haviam
casos semanais e um fiapo de história central. Na segunda temporada,
sabiamente, Shonda mudou de estilo e focou nas intrigas e conspirações dentro
da Casa Branca. Um acerto imenso! Tudo ficou mais interessante e um vínculo
mais forte entre os expectadores e os personagens foi criado.
Não vou reclamar do fato de
que todos os personagens fazem monólogos insuportáveis, intermináveis e cheios
de lição de moral, nem vou reclamar das saídas mirabolantes que a criadora da
série usa para os problemas dos personagens ou tampouco vou comentar sobre o
pouco aprofundamento dos personagens (sim, eles extremamente rasos). Tudo isso
torna a série chata, pedante, mas é tolerável. A gente se acostuma.
O maior
problema se Scandal é exatamente a sua protagonista. A Olivia Pope de Kerry
Washington é um pé no saco. Como já mencionei acima, a atriz é tão fraca e faz
tantas caras e bocas que fica difícil acreditar que ela está triste, magoada,
feliz, excitada ou com raiva. E quando ela fica com lágrimas nos olhos? (Isso
acontece o tempo TODO!!!) Ahh, eu é que sinto vontade de chorar. Além dessa
performance capenga da atriz, a personagem é tão mal construída que dá dó. E
ela só veste branco!! Meu Deus, coloquem um pouco de cor nas roupas desta
mulher, figurinistas. Que inferno!!
Leitor, se você deseja assistir séries que retratem verdadeira
e seriamente o dia-a-dia de um presidente ou intrigas de poder, procure série
como House of Cards, Boss ou The West Wing. Garanto que vocês não se
arrependerão. Mas caso vocês queiram algo leve, só para passar o tempo e que
tenha essa temática, Scandal é a pedida. Afinal, mesmo com todos os defeitos, é
tudo tão alucinante que quando você percebe, já está no final do episódio.
by Alê
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