domingo, 21 de abril de 2013

Hemlock Grove



Hemlock Grove a mais nova série do Netflix depois de House of Cards - primeiras impressões.

A série estreou aqui no Brasil no dia 19 de abril. Assisti o primeiro capítulo ontem e posso dizer que fiquei bastante curiosa para continuar acompanhando.

Hemlock Grove é baseado no romance de Brian Mcgreevy de mesmo nome lançado em março de 2012. A história começa com o assassinato de uma jovem garota e com a mudança de um misterioso par de ciganos, Peter Rumancek ((Landon Liboiron) e Lili Taylor ( Lynda Rumancek) que vão morar num trailer abandonado no meio de um bosque atrás de uma grande mansão, propriedade da família Addamsian que parece governar a ex-cidade do aço de Hemlock Grove. Na mansão moram a matriarca da família, Olivia Godfrey (Famke Janssen - atriz que fez a Jean Grey - X-Man), Roman Godfrey (Bill Skarsgard - irmão do Alexander Skarsgard - True Blood) - típico garoto rico - que tem uma propensão para sangue (Por que será?? rs) e a giganta Shelley ( Nicole Boivin) que tem um olho enorme e uma pele que brilha em azul.

O mistério que impulsiona a série, pelo menos, do ponto de vista do primeiro episódio que assisti, é a descoberta da verdadeira natureza de cada um. Logo no primeiro episódio, em um flashback do passado, vemos Olivia sendo questionado por seu até então marido o que ela realmente é "What are you?". Claro que não temos uma resposta direta e que pra descobrir isso vai se levar algum tempo ainda.

O cenário é bastante sugestivo e dá a impressão de que algo arrepiante vai acontecer a qualquer momento. Ainda não vi a transformação do Peter em lobisomem, mas ouvi dizer que é bastante realista e deixa as transformações que estamos acostumados a ver em outras séries no chinelo, também ouvi dizer que é bastante nojenta, bom quando assistir saberei rs.

Convido a todos a dar uma conferida na série lá no netflix. Para mim foi um bom episódio e como disse anteriormente me deixou curiosa para continuar acompanhando. 


domingo, 14 de abril de 2013

Spartacus: Primeiras Impressões



Primeira temporada, protagonizada por Andy Whitfield
Desde que Spartacus estreou eu ouço muitos comentários positivos a respeito, mas eles nunca foram suficientes para que eu a assistisse. Tinha preguiça, faltava tempo e até mesmo vontade. Há cerca de um mês, quando li que a série estava para acabar e os últimos episódios estavam emocionantes, decidi começar a minha maratona.

Caramba!!! Como assim eu passei esse tempo todo perdendo esta baita série? Vi os primeiros três episódios e estou totalmente envolvida pela história e conquistada pelos personagens.

Para quem não sabe, Spartacus é uma série do canal Starz (canal com pouca tradição em séries – embora seja deles a ótima Boss). Ela conta a história do famoso escravo, Spartacus, que se tornou gladiador e liderou uma enorme rebelião de escravos na Roma Antiga.

Spartacus tem um visual muito parecido com o filme 300 (tem aquele ar de coisa artificial). Não espere toda a riqueza de cenários características de séries HBO (lembra de Roma ? – Então, é tudo bem diferente!). Não há muito luxo nos cenários, nos figurinos. Percebem-se facilmente as montagens, principalmente nas cenas dentro da arena. A violência é gritante e excessiva. Prepare-se para muito sangue e mutilações. Há ainda muitas cenas de sexo, com altas doses de nudez (feminina e masculina). Enfim, a série realmente faz jus ao subtítulo da primeira temporada: Blood and Sand (Sangue e Areia).

Mas o impressionante é que nada disso depõe contra a ótima história que a série se propõe a contar. As maquinações políticas da época, a força de caráter de Spartacus ao aguentar todo o treinamento e as sucessivas humilhações, a luxuria sempre presente em qualquer história sobre a Roma Antiga e a licença poética ao tratar desta parte da História, tudo isso é altamente envolvente e bem sucedido.

A primeira temporada começa mostrando Spartacus atraindo a ira do comandante romano Gaius Claudius Glaber ao humilhá-lo perante todo o seu exercito. Para vingar-se, Glaber captura Spartacus e o separa de sua esposa, Sura. Com o único objetivo de achá-la, Spartacus encontra forças para derrotar os quatro gladiadores que Glaber coloca para enfrentá-lo na arena. O público vai a loucura e enaltece Spartacus. Batiatus, dono do Ludus (um local de treinamento de gladiadores) paga uma enorme quantia em dinheiro para ter Spartacus. Quando este mostra-se um rebelde, Batiatus faz um acordo: sua obediência e sucessivas vitórias na arena em troca do paradeiro de sua esposa. Spartacus começa um forte treinamento para tornar-se um gladiador invencível quando descobre que, a mando de Batiatus, sua esposa fora assassinada. Spartacus, então, começa a preparar sua vingança contra todos aqueles que contribuíram para a morte de sua amada.

Ao final da primeira temporada, os produtores tiveram uma surpresa desagravel e triste. O protagonista da série, o ator Andy Whitfield, durante exames médicos de rotina, descobriu que tinha linfoma e afastou-se da série para tratamento. Por este motivo a segunda temporada foi adiada e enquanto Andy se recuperava do tratamento, foi filmado um prequel chamado Spartacus: Gods of Arena. Aparentemente recuperado do tratamento contra o câncer, Andy voltou as filmagens e aos treinamentos físicos para obter o corpo de um gladiador. Infelizmente, durante estes treinamentos, Andy sentiu-se mal e novos exames comprovaram que o câncer havia retornado. Andy Whitfield abandonou a série para tratar-se, mas faleceu em decorrência do linfoma dia 11 de setembro de 2011, deixando esposa e dois filhos pequenos.


O canal contratou o ator Liam McIntyre para o papel de Spartacus e a série foi renovada para uma segunda (também chamada: Spartacus: Vengeance) e terceira (com o nome de Spartacus: War of the Dammed) temporadas, temporada esta que também foi a final.

A série acabou semana passada lá nos EUA e de acordo com reviews e comentários seus últimos episódios foram emocionantes.

Spartacus pode ter muitos defeitos e realmente não é uma série perfeita. Mas é tão envolvente que vale a pena dar uma chance a ela!

Posted by Alê

domingo, 7 de abril de 2013

Top 10 - Séries - 1º Lugar



THE SOPRANOS (1999 – 2007)

Não consigo falar de Sopranos sem ser passional ou irracional. É a série do meu coração! A queridinha! A melhor!

Tenho envolvimento pessoal com ela. Por retratar imigrantes italianos estabelecidos nos Estados Unidos e, guardadas as devidas proporções entre Brasil e EUA, e ao fato de a maioria dos personagens serem mafiosos, eu, neta de italianos e desde sempre influenciada por essa cultura, vejo muito da minha família nos personagens. Seja o modo de falar, o jeito de agir, alguns hábitos e costumes, tudo, quase tudo mesmo me recorda pessoas da minha família ou conhecidos.


A série foi um divisor de águas. Um verdadeiro marco da televisão mundial por inúmeros motivos. Lembre-se quem a série estreou em 1999, época que os dramas televisivos eram cheios de protagonistas rasos e “bonzinhos”, histórias da semana superficiais e sem muita qualidade. The Sopranos foi a primeira série a ter um protagonista dúbio, cheio de falhas morais e assumidamente criminoso. Foi The Sopranos que abriu caminho para que séries como The Shield, 24 horas, Mad Men, Breaking Bad existissem. Foi The Sopranos que introduziu o jeito cinematográfico de se fazer televisão. Foi The Sopranos que transformou o padrão HBO em excelência.

A história gira em torno de Tony Soprano, interpretado magistralmente por James Gandolfini, e sua família, composta por sua esposa Carmela – num show de interpretação da sempre ótima Eddie Falco – e seus filhos, Meadow e AJ. Tony faz jus ao “American way of life” ou, estilo de vida americano. Tem uma bela casa com piscina no subúrbio de New Jersey, acorda todas as manhãs para tomar café e pega o jornal na sua porta usando roupão. Tony até enfrenta problemas pessoais, tendo frequentes ataques de pânico, o que o leva a se consultar com a psiquiatra Dra. Melfi (tudo isso em segredo, por que em sua cabeça é uma humilhação consultar-se com uma psiquiatra). Mas há um, porém: Tony é o chefe da máfia de New Jersey!

Esqueça todos os padrões estabelecidos por filmes de máfia como O Poderoso Chefão. Em The Sopranos é tudo muito real, os mafiosos parecem nossos vizinhos, gente como a gente. As roupas são bregas (esqueça-se dos lindos ternos usados por Michael Corleone... aqui Tony Soprano e cia usam agasalhos e camisetas feiosas), os conflitos dos mafiosos são mundanos, palpáveis (como até Tony afirma em um episódio... honra, lealdade não existem mais na máfia atual).


Na sua família real, Tony se vê cercado de problemas. Sua mãe, Livia (a ótima Nancy Marchand que infelizmente faleceu ao final da segunda temporada), manipuladora, dominadora e com um gênio difícil, ela é, inclusive, o assunto principal em várias sessões com a Dra Melfi, quando Tony percebe a influência negativa que ela sempre exerceu sobre ele. Seu tio Junior, vivido pelo excelente Dominic Chianese, que se volta contra o sobrinho quando este ascende no comando da máfia. Sua irmã Janice é sangue quente e cria ainda mais problemas para Tony quando ela resolve casar com Ralph Cifaretto.  Sua esposa Carmela e seus filhos também trazem sempre problemas. Meadow é geniosa e, apesar de estudiosa, sempre se envolve com caras que Tony reprova gerando grandes conflitos. AJ não tem rumo na vida, não consegue realizar nada e é um constante motivo de preocupação.

Ai vai o meu único problema com a série: a personagem Carmela. Não gosto da relação entre ela e Tony. Carmela é fútil, gosta do luxo e do dinheiro que os crimes de Tony trazem. Ela quer segurança financeira e para isso tolera todas as inúmeras traições de Tony, suporta todas as humilhações. Suas tentativas de flerte com outros homens são patéticas, exemplos do padre das primeiras temporadas e de Furio (um dos homens de Tony). Alias, com exceção de Livia, todas as personagens femininas são fracas, enlouquecidas, desesperadas, sedentas de amor e carentes ao extremo. Num roteiro que constroe personagens masculinos incríveis, as personagens femininas deixam a desejar.

Em sua família mafiosa, Tony tem como conselheiro Silvio Dante (interpretado pelo guitarrista de Bruce Springsteen, Steve Van Zandt), além de personagens ótimos como Paulie – dono de momentos hilários como no episódio “Pine Barrens” (interpretado por Tony Sirico),  Bobby Bacala (o “enfermeiro” de Uncle Junior), Big “Pussy” Bonpensiero (amigo de Tony tem um final surpreendente na segunda temporada da série), Johnny Sack (o chefão de New York) entre tantos outros que tiveram passagens rápidas e memoráveis.

Há ainda que ressaltar a importância de Christopher Moltisanti (interpretado maravilhosamente por Michael Imperioli) para a trama. No começo ele é simplesmente um sobrinho postiço de Tony que faz alguns trabalhos sem importância. Ao longo das temporadas, ele cresce dentro da organização, passa a ocupar uma posição de respeito, tentar sair da máfia ao enveredar pela carreira cinematográfica que acaba não dando certo, tem um relacionamento altamente destrutivo com Adriana (numa interpretação excelente de Drea de Matteo), torna-se um viciado e tem um final chocante, surpreendente e triste).


O final da série é discutido até hoje e só mesmo um gênio como David Chase (o criador e roteirista da série) para nos deixar numa dúvida assim cruel. Muitos ainda afirmam que a série é lenta (realmente, há episódios que são pura contemplação, nada de contundente acontece) e as temporadas terminam sem algo engatilhado para a próxima temporada.

A lista de episódios brilhantes é extensa. A trilha sonora é realmente muito boa. A forma com que os personagens evoluem também é incrível. Eles nos conquistam de uma forma tamanha que não nos damos conta que estamos torcendo para mafiosos assassinos.

Enfim, The Sopranos é A série. Com alguns defeitos, sim, mas que não comprometem de forma alguma seu brilhante desenvolvimento. É quase a perfeição em forma de série!

Posted by Alê

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Being Human US



Estava, eu, outro dia assistindo TV, zapeando pelos canais quando paro em um determinado canal, onde a legenda do que estava passando era: "Ser Humano" achei o nome engraçado, porque em português (como nome de série) me soa bem esquisito, bem comecei assistir e me apaixonei completamente. Tudo bem que eu tenho um super fraco para séries estilo scy-fi, principalmente, quando se trata de histórias sobre vampiros e coisa e tal, mas Being Human foi além das minhas expectativas, pois achava que seria mais uma série teen dentro desse tema. 

A série foi baseada na versão britânica de mesmo nome feita pela BBC. Confesso que assisti alguns episódios da original, mas continuo preferindo a versão US. Não que a versão UK seja ruim, mas é que as personagens da versão US me conquistaram bem mais.

A sinopse é bem simples: A série gira em torno de quatro amigos: Um fantasma (Sally), um vampiro (Aidan) e dois lobisomens (Josh e Nora) que estão lutando para manter seus segredos obscuros do mundo, ao mesmo tempo, ajudando uns aos outros navegar pelas complexidades de viver uma vida dupla.

Mas o que dizer  sobre as minhas impressões a respeito de Being Human: não é uma série teenager estilo "the vampire diaries" e nem tão forte quanto "True Blood", se bem que há algumas cenas um pouco fortes também. Aborda o tema sobrenatural, porém, também aborda o tema do comportamento humano em sí. Vemos os personagens, mesmo sendo "diferentes", tendo os mesmos tipo de problemas que qualquer outro ser humano  teria. Outro ponto que aprecio muito nessa série é que não é fantasiosa, por exemplo, Aidan não brilha a luz do sol e nem se desintegra, tem reflexo, não tem super, mega, ultra, hiper poderes (pelo menos não até agora rs), ele é assim: normal - quase humano. 

Na verdade, gosto muito da atuação do ator que interpreta o Aidan. Ele segue uma linha bem diferente em termos de personalidade e estilo se comparado a outras séries ou até mesmo filmes dentro do personagem dele. 

Estou gostando muito dessa série, e pena que semana que vem seja seu Season Finale (terceira temporada). Recomendo muito a todos a assisti-la. 

Elenco Principal:  Samuel Witwer como Aidan McCollin, Sam Huntington como Josh LevisonMeaghan Rath como Sally Malik e Kristen Hager como Nora Sargeant.

                                            Season 1 - promo



PS Os nomes dos personagens na versão UK são diferentes. 


posted  by Fê

sexta-feira, 29 de março de 2013

TOP 10 - Séries - 2º Lugar


BATTLESTAR GALACTICA (2004 – 2009)

Nunca fui, não sou e nunca serei fã de filmes de ficção cientifica. Ouvia muitos elogios a Battlestar Galactica, mas torcia o nariz, pois pensava: ah, é sci-fi!  Terá monstros, robôs, guerra espacial, aquelas bobagens todas. Ahh, como me enganei!! É televisão de primeira qualidade! Uma história maravilhosa, envolvente e sem clichês.


Para quem não conhece é uma readaptação de uma série de mesmo nome feita na década de 70. Mas é MUITO melhor que a original.

Para entender um pouco a série vou tentar fazer um resumo da história introdutória: os Cylons, que são androides desenvolvidos pela avançadíssima tecnologia dos humanos, desenvolvem autoconsciência e rebelam-se contra seus mestres, gerando uma grande guerra. Após um acordo de paz que dura mais de 40 anos, os Cylons lançam um poderoso e fulminante ataque nuclear sobre as Doze Colônias, (realizado pelo cientista Gaius Baltar que fora seduzido por uma Cylon que tomou formas humanas). Esse ataque destrói tudo, restante somente a nave Galactica e algumas outras pequenas. A única remanescente da equipe presidencial é a ministra Laura Roslin que torna-se a presidente. O comandante da nave é o William Adama que tem a missão de levar a população restante ao mítico e lendário, na opinião dele, planeta Terra.

E por 4 temporadas essa busca será mostrada e um mistério lançado e resolvido somente próximo do fim da série: Há doze cylons infiltrados na Galactica e eles tem um plano para a destruição completa da humanidade.

A série, porém, não se limita a mostrar a guerra entre homens e cylons. Há uma profunda discussão sobre temas como o terrorismo, o genocídio, o aborto, a luta de classes, a democracia, a ditadura, a presença militar, a existência de Deus, etc.

A fotografia da série é incrível. Há uma mistura equilibrada de drama e ação.
Os cenários, as batalhas, tudo é feito com muito esmero e cuidado. Os personagens são adoráveis, cativante, fortes (o comandante Adama, a presidente Laura Roslin, Dr. Gaius Baltar, o Apollo, a Number 6, a Boomer, a Starbuck, entre tantos outros).

 Não vou dar spoilers do final aqui, mas garanto que ele é simplesmente impressionante e perfeito!

Posted by Alê 

TOP 5 - Filmes - Anos 2000




      1)  Sangue Negro (There Will Be Blood – 2007)


Resumo: Daniel Plainview, vivido por Daniel Day-Lewis, é um mineiro fracassado e pai solteiro. Descobre um mar de petróleo numa pequena cidade do Oeste americano e então parte para lá com seu filho. Na cidade começa a explorar o petróleo e enriquece, além de começar uma rivalidade com o jovem pastor local, interpretado por Paul Dano.

Opinião: Uma grande metáfora sobre a voracidade letal do capitalismo selvagem, uma critica a alienação da Igreja e como os negócios e a igreja estão relacionados intrinsecamente. O filme é todo expecional, desde o seu prólogo mudo de quase 15 minutos, até a cena da igreja culminando na cena final, sensacional. Daniel Day-Lewis tem a performance de sua carreira e Paul Dano dá um show. Com uma fotografia belíssima, essa é a grande obra-prima de Paul Thomas Anderson, injustiçada pela Academia.

      2)  O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight – 2008)


Resumo: Após dois anos desde o surgimento do Batman (Christian Bale), os criminosos de Gotham City têm muito o que temer. Com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman luta contra o crime organizado. Acuados com o combate, os chefes do crime aceitam a proposta feita pelo Coringa (Heath Ledger) e o contratam para combater o Homem-Morcego. (Fonte: AdoroCinema)

Opinião: Nunca fui fã de filmes de super heróis. Tampouco havia me empolgado com o  primeiro filme da trilogia de Nolan. Mas esse filme mudou tudo. Nolan transformou essa franquia do Batman em algo sério, complexo, assustador e perturbador. Gotham City transformou-se numa megalópole como tantas verdadeiras. A parte política e a luta com os corruptos e os bandidos aproximou-se da vida real. Os questionamentos de Batman e seu alter-ego, Bruce Wayne, pareciam criveis e reais. Com um roteiro incrível, Nolan criou personagens reais, adoráveis e assustadores. Mas é impossível não falar do filme sem citar o desempenho fenomenal de Heath Ledger. Ele fez do Coringa um louco anárquico e insano. Uma criação perturbadora e genial. Um filme imperdível!!


      3)   A Origem (Inception – 2010)


Resumo: Don Cobb é especialista em invadir a mente das pessoas e, com isso, rouba segredos do subconsciente, especialmente durante o sono, quando a mente está mais vulnerável. As habilidades únicas de Cobb fazem com que ele seja cobiçado pelo mundo da espionagem e acaba se tornando um fugitivo. Como chance para se redimir, Cobb terá que, ao invés de roubar os pensamentos, implantá-los. Seria um crime perfeito. Mas nenhum planejamento pode preparar a equipe para enfrentar o perigoso inimigo que parece adivinhar seus movimentos. (Fonte: Cineplayers)

Opinião: Com uma história bastante absurda, Nolan (um dos melhores cineastas da atualidade) cria uma obra-prima, falando de sonhos dentro de sonhos, numa trama complexa, dificil e com um visual estupendo. Contando também com boas interpretações de DiCaprio, Ellen Page, Marion Cottilard, o filme é envolvente e tem um final em aberto, digno de discussões eternas. Afinal, o que aquele peão quis dizer?

4)    O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (The Lord of the Rings – The Return of the King – 2003)


Resumo: Sauron planeja um grande ataque a Minas Tirith, capital de Gondor, o que faz com que Gandalf (Ian McKellen) e Pippin (Billy Boyd) partam para o local na intenção de ajudar a resistência. Um exército é reunido por Theoden (Bernard Hill) em Rohan, em mais uma tentativa de deter as forças de Sauron. Enquanto isso Frodo (Elijah Wood), Sam (Sean Astin) e Gollum (Andy Serkins) seguem sua viagem rumo à Montanha da Perdição, para destruir o Um Anel. (Fonte: AdoroCinema)

Opinião: Peter Jackson conseguiu a proeza de agradar aos fãs mais exigentes de O Senhor dos Anéis. A trilogia é toda bem feita, a caracterização dos personagens, as locações, os efeitos especiais, o elenco, os diálogos. É tudo trabalho de primeira qualidade! Mas este terceiro filme consegue ser ainda melhor dos que os dois primeiros, afinal, todos os acontecimentos convergem para o grande clímax: a destruição do Um Anel. Há diálogos arrebatadores e cenas memoráveis. Enfim, uma conclusão perfeita para um clássico épico moderno.

5)   Bastardos inglórios (Inglorious Bastards – 2009)


Resumo: 2ª Guerra Mundial. A França está ocupada pelos nazistas. O tenente Aldo Raine (Brad Pitt) é o encarregado de reunir um pelotão de soldados de origem judaica, com o objetivo de realizar uma missão suicida contra os alemães. O objetivo é matar o maior número possível de nazistas, da forma mais cruel possível. Paralelamente Shosanna Dreyfuss (Mélanie Laurent) assiste a execução de sua família pelas mãos do coronel Hans Landa (Christoph Waltz), o que faz com que fuja para Paris. Lá ela se disfarça como operadora e dona de um cinema local, enquanto planeja um meio de se vingar. (Fonte: AdoroCinema)

Opinião: Na minha opinião, o melhor filme do Tarantino. Começando com duas histórias paralelas que convergem para um final único e arrebatador, sonho de todas as pessoas, com certeza. Tarantino brinca com os estereótipos, faz caricaturas de personagens (é impagável a cena que Brad Pitt tenta falar italiano!). Bastardos Inglórios prova o domínio que Tarantino tem do seu oficio e o quanto ele conhece e entende de cinema. Filme imperdível!!


Posted by Alê

segunda-feira, 25 de março de 2013

As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia



Em a "Senhora da Magia"- primeiro volume de "As Brumas de Avalon" - temos o início de toda a lenda arturiana contada através da visão feminina da época, que segundo essa versão da lenda exercia grande poder por trás do trono.

Já nos primeiros capítulos somos apresentados a Igraine - irmã da Senhora de Avalon, Viviane, que foi dada em casamento aos 15 anos contra a sua vontade ao Duque da Cornualha, Gorlois, um homem muito mais velho do que ela. Igraine sofre muito dentro desse casamento, ela é espancada e humilhada pelo marido. Mas desse casamento, ela tem uma filha Morgaine - futura sacerdotisa da grande Deusa.
De início, me compadeci em relação a Igraine, por conta do seu sofrimento, mas logo quando vai chegando o fim de sua passagem na história fiquei com uma outra visão dela. Percebi o quanto ela era egoísta a sua maneira, e isso se mostra muito evidente quando ela é feita Rainha de Uther e se torna uma mãe ausente deixando Morgaine e Gwydion (Arthur) de lado para viver somente por seu marido. É mostrado um romance intenso entre os dois, pois antes de Uther se tornar o Grande Rei, ele e Igraine acabam que descobrindo, por meio de sonhos, que já haviam se conhecido de outra vida. É visível na personalidade de Igraine também seus conflitos com a religião. Embora, tenha sido criada na Ilha de Avalon sob a religião da Grande Deusa até os 15 anos, vemos nela valores cristãos. Tanto é que quando seu marido, Gorlois, morre, ela abandona de vez a religião pagã e se torna cristã.

Gostei muito de como Morgaine foi retratada nessa história, ela não foi posta como a grande vilã como estamos acostumados a ver em filmes e até mesmos em outros livros. Morgana das Fadas é assim que é conhecida também, por causa de sua aparência - é descrita no livro como sendo de estatura pequena, com cabelos e olhos negros - descendente do povo encantado. Ela não se parece nada com sua mãe, Igraine ou com sua tia Morgause, pois ambas são altas e tem cabelos vermelhos. Morgaine se parece com sua tia Viviane com quem vai viver aos 11 anos de idade para se tornar uma sacerdotisa da Grande Deusa. Particularmente, apesar de gostar muito dessa versão da história, gostaria de ter lido mais a respeito de Morgaine na corte de Uther quando ainda era criança e começava a descobrir que tinha a visão. Seria uma visão mais profunda de seu perfil psicológico. 
Em Avalon, Morgaine começa o seu treinamento para se tornar sacerdotisa. Tudo corre bem até o momento em que deve cumprir um ritual - o casamento com a terra - e acaba descobrindo algo que a faz começar a nutrir um grande ódio por Viviane. Assim começa a ser traçada sua parte na história mais precisamente.

Viviane, a Senhora de Avalon - é quem demonstra toda força feminina, pois é através dela que Uther Pendragon é posto no trono e é por causa dela que Arthur é feito Grande Rei, o Rei que salvará a Bretanha, que unificará os reinos menores e tratara a todos com igualdade. Ela vive somente para a Deusa, nunca amou ninguém além de sua filha que morreu alguns dias depois de nascida e Morgaine a quem confidenciou que a mesma um dia viria a odia-la, o que de fato acabou acontecendo. Em momentos de reflexões vemos Viviane se questionando do por que de ter dado Igraine em casamento; a vemos refletindo a respeito de não ter amado nenhum homem de verdade; e cumprindo apenas seus deveres com relação a Deusa. Mas ao final do livro quando Uther morre e este, em uma visão, aparece para ela, ela acaba dando a impressão de tê-lo amado, e em uma outra visão repentina, ela compreende que já o havia conhecido de outra vida também, mas que eles não haviam se reconhecido nesta. (referência a Atlantida). Minha opinião a respeito de Viviane é que nem sempre ela fez as coisas que fez porque a Deusa assim o desejava, de uma forma ou de outra ela estava fazendo a vontade dela mesma. Até mesmo Merlin a adverte em relação a isso em uma passagem da história. 
Gostaria de ficar escrevendo sobre todas as outras personagens, mas essas três são as mais importantes nesse primeiro livro. No tocante a religião vemos o conflito entre a religião pagã e cristã, mas fica muito bem enfatizado pelo lado pagão de que todos os deuses são um só e a vontade da co-existência com os cristãos. Já pelo lado da religião cristã não se tem essa mesma idéia. 
A história, como disse anteriormente, é contada através da visão feminina, e na antiga religião de Avalon o homem não era tido como o centro do poder e sim as mulheres o que acaba gerando outro conflito com o cristianismo. Isso fica claro numa passagem da história:

“ O destino da mulher era de ficar sentada em casa, no castelo ou na cabana - havia sido assim desde a chegada dos romanos. Antes disso, as tribos celta seguiam os conselhos de suas mulheres, e mais ao norte existia uma ilha de mulheres guerreiras que faziam armas e ensinavam os chefes a usá-las”.

Marion Zimmer Bradley, já falecida infelizmente, nos deu um grande clássico. Esse foi o primeiro livro sobre as lendas do Rei Arthur que li, e foi por ele que nasceu todo meu fascínio por essa história que é tão rica em personagens e que é recontada por muitos com diferentes versões.  

"... Um dia também os padres a contarão, tal como a conhecem. Talvez entre as duas se possam perceber alguns lampejos de verdade... A verdade tem muitas faces..." (Morgaine - no prólogo do livro).

Esse é um livro excelente, para mim foi uma releitura, pois já o tinha lido há alguns anos atrás e relê-lo foi muito gratificante, consegui ter uma visão bem mais profunda das personagens. Recomendo muito para quem quiser se aventurar nas lendas arturianas.

PS Há um filme que foi feito para televisão no formato de uma minissérie. O filme é muito bom também, mas não tanto quanto os livros. Há algumas diferenças entre os livros e o filme.

posted  by Fê